Golpes Digitais, Cuidado!

01 de setembro de 2020
GOLPE DO FALSO SITE


Como funciona: bandidos criam sites falsos de venda de mercadoria (eletrônicos, eletrodomésticos, etc.). O golpe costuma ter maior incidência em datas comemorativas e promocionais, como por exemplo, a Black Friday. O golpista usa endereços de empresas famosas, alterando só o final do endereço eletrônico, bem como usam o layout dos sites conhecidos, tudo para ludibriar a vítima, fazendo-a pensar que se trata do site verdadeiro.
Dica: observe com cuidado todo o endereço eletrônico. Pesquise a reputação da empresa eletrônica em que pretende efetuar a compra.


GOLPE DO AUXÍLIO EMERGENCIAL


Como funciona: por meio de uma mensagem, o golpista ilude a pessoa afirmando que ela se enquadra no perfil para receber ajuda financeira do Governo, no valor que varia entre R$ 600,00 e R$ 1.200,00. Para ter acesso ao dinheiro, bastaria fazer um cadastro por meio do link informado na mensagem. Aí que está a armadilha! Nesse link, a vítima deve informar dados pessoais, como CPF, endereço, número da conta bancária e senha. O problema é que, a partir dessas informações, o cibercriminoso efetua diversos golpes, como abrir contas em bancos virtuais e solicitar cartões de crédito; ou abrir uma empresa fantasma em nome da vítima.
Dica: sempre desconfie de links enviados por WhatsApp. Órgãos do Governo Federal não solicitam dados pessoais por meio de mensagens.


GOLPES EM SITES DE COMPRAS ON-LINE


Como funciona: a vítima faz um anúncio em algum site de compras on-line, expondo seu número de telefone para contato. De posse do número de telefone, o golpista, por mensagem ou ligação telefônica, engana a vítima dizendo que há a necessidade de atualização da conta/cadastro no site ou verificação do anúncio. Para validar a “atualização” ou “confirmação” do anúncio, o golpista solicita que a vítima lhe informe os 06 dígitos numéricos que ela receberá via SMS em seu celular. Todavia, estes números são, na verdade, o código de validação da conta do WhatsApp.
Dica: habilite a dupla verificação em seu WhatsApp.


GOLPE DO INTERMEDIADOR DE VENDAS


Como funciona: o golpista pega o telefone da vítima em sites de compras, e diz que tem interesse no objeto anunciado. Com o início da negociação, ele pede para que o anúncio seja retirado da plataforma. Com as informações do bem anunciado, o golpista cria um novo anúncio com as fotos da vítima, mas com um valor bem abaixo do preço praticado, o que desperta interesse de outras vítimas. Com a vítima interessada em vender o bem o golpista diz que comprará e pagará uma dívida que possui com algum cliente, sócio, amigo ou irmão, e, portanto pede silêncio no momento da apresentar o objeto para a segunda vítima, prometendo algum lucro financeiro nesta negociação silenciosa. Já a vítima interessada em comprar, também é orientada a se manter em silêncio e por isso ganhará um desconto. Com todo esse enredo, o golpista fornece uma ou algumas contas bancárias diversas da conta da vítima que está vendendo o bem, normalmente de terceiros “laranjas”. Com a transferência ou até antes dela, as vítimas ainda são orientadas a irem até um cartório e preencherem o recibo do veículo (quando a negociação é de carro), tudo para dar mais veracidade ao golpe. Quando ambas as vítimas percebem o golpe, o recibo já foi preenchido e todo o dinheiro da negociação foi parar na conta de um bandido, que logo em seguida saca todo o montante da conta, o que impede a recuperação do dinheiro.
Dica: mantenha o diálogo aberto entre vendedor e comprador. Sempre procurar ver o objeto anunciado pessoalmente, em local público, movimentado e durante o dia.

 

GOLPE DO DEPÓSITO COM ENVELOPE VAZIO


Como funciona: geralmente a vítima fez algum anúncio para venda de um determinado bem/objeto. O anúncio normalmente é feito pela internet em sites de compras ou por redes sociais. Após a negociação, o golpista faz o depósito do valor acertado em um caixa eletrônico ou lotérica, mas não deposita dentro do envelope o valor do bem/objeto. O golpista encaminha foto do comprovante de depósito e a vítima confirma o recebimento em consulta à sua conta pelo aplicativo do banco. Como a verificação bancária do depósito demora algumas horas, ou às vezes só é realizada no próximo dia útil, o valor fica aparecendo como depositado até que se verifique que o depósito não foi satisfeito. Até lá, a vítima já entregou o bem (normalmente o golpista manda um motorista por aplicativo buscar no mesmo dia do depósito o objeto).
Dica: quando realizada uma negociação pela internet, aguarde a compensação do depósito bancário.


CLONAGEM DO WHATSAPP


Como funciona o golpe: gs golpistas têm diversos meios de conseguir o número da vítima, mas o mais usual é que seja retirado de anúncios em plataformas de sites de compras ou anúncios públicos (que abrangem não só os contatos da vítima) em redes sociais. As vítimas recebem um torpedo de SMS no qual consta um código de 6 dígitos. O golpista se passa por funcionário da plataforma de anúncio e solicita este código, alegando que isso é necessário para ativar o anúncio. Outras vezes alegam que houve duplicidade de anúncio, com valores diferentes. Para tal, solicitam a verificação da vítima com dados pessoais (nome completo, CPF, RG, endereço) e finalizam solicitando o código de 6 dígitos. Este código é uma verificação do WhatsApp, ou seja, o golpista digitou o número de celular da vítima no celular dele para ativar o WhatsApp. Este código de verificação para habilitar o WhatsApp foi enviado para o celular da vítima. É por este motivo que o bandido solicita o código, se aproveitando da vítima, de que este seria um passo necessário para habilitar o anúncio, induzindo a vítima a fornecê-lo. De posse desse código, o golpista desvia o WhatsApp da vítima para o aplicativo instalado no celular dele, e a vítima perde o acesso ao aplicativo. Com tal feito, ele conversa com os amigos da vítima, se fazendo passar por ela, fala que está sem dinheiro, com algum problema na conta ou cartão de crédito bloqueado e solicita dinheiro emprestado, se comprometendo a pagar no dia seguinte. Os amigos da vítima, acreditando estarem falando com pessoa de sua confiança, acabam transferindo o dinheiro para a conta bancária informada, que normalmente é de algum laranja. Assim que a transferência é feita, eles também se tornam vítima do golpe.
Dica: é de suma importância habilitar a “confirmação em duas etapas” do WhatsApp.


GOLPE DO BOLETO FALSO


Como funciona o golpe: em tempos de pandemia, em razão do isolamento, muitas pessoas estão fazendo compras pela internet, redes sociais e até mesmo WhatsApp. Muitas vezes a vítima não está com acesso seguro aos sites visitados, seja pelo computador, seja pelo celular. Diversas são as formas de manipular a vítima neste momento. Pode ser por uma falsa página de alguma loja ou falso contato pelo WhatsApp para venda direta. Neste momento é emitido o boleto bancário para pagamento da compra efetuada. Este boleto possui cabeçalho e imagens aparentemente da loja/empresa em que a vítima estava negociando. O golpe pode ser realizado tanto com a manipulação do código de barras do documento ou com a criação de páginas falsas que oferecem o download da “fatura”. Neste momento o valor transferido/pago vai para a conta bancária do golpista ou de um “laranja”.
Dica: verifique sempre os dados do destinatário do boleto emitido. Antes de confirmar a transação ou pagamento, verifique se os dados do beneficiário conferem com os da empresa.


GOLPE DO FALSO EMPRÉSTIMO


Como funciona: os golpistas fazem anúncios em sites, redes sociais ou até mesmo ofertas pelo WhatsApp. A oferta é bem tentadora: crédito fácil e rápido, juros mais baixos do que aqueles operados por instituições financeiras, possibilidade de pagar em diversas parcelas, sem consulta ao SPC/Serasa, e, caso a vítima esteja negativada, não impediria a concessão do crédito. Onde entra o golpe? Eles alegam que para que o crédito seja liberado para a vítima, é necessário que ela pague uma taxa! Os golpistas usam diversas alegações, seja taxa de abertura de crédito, taxa exigida pelo Banco Central, seguro de crédito, e por aí vai.
Dica: este golpe é facilmente identificado com a exigência de um depósito antecipado para a liberação do crédito. Lembre-se: instituições bancárias e financeiras não solicitam depósito prévio. Você toma o dinheiro antes e paga depois.

Fonte: Jornal Nova Época
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